Saudade
Raiva
Ódio
Alegria
Dor
Amor
Medo
Manha
Bobagem
Quanta bobagem
Ninguém se importa
Pra quê chorar
Se riem da gente?
25 de janeiro de 2009
23 de janeiro de 2009
Recifes
Chamei mainha
E ela toda hora dizia
Que sentia quente meu hálito
De conversar de perto
Força do hábito
Roubar um beijo ela queria
E entre uma conversa e outra
Por vergonha, não o fazia
Ainda não foi aquele dia
Mas numa breve despedida
Será que meu coração já sabia
O que estava por vir?
Avistei-a chegando
O reencontro naquele dia
Tênis e guarda-chuva
Uma leve chuva caía
E fui eu que roubei um beijo
Sururu e pão-de-queijo
E dessa deliciosa mistura
Acabamos não jantando
Nada de nossa cultura
E ela fingia que não queria
Como qualquer boa moça faria
Resistiu até o último momento
Mas acabou aceitando
Subiu ao apartamento
Como homem confesso
Que seu corpo era o que eu mais queria
Mas por ela eu já sentia
Meu coração bagunçado
Enfim, ela se entregou
E foi uma entrega total
Uma paixão carnal
Dois corpos em um
Em palavras é impossível
Descrever aqueles momentos
Aquela troca de sentimentos
Nunca senti coisa igual
Houve um segundo encontro
Mágico como o primeiro
Entrega por inteiro
E a despedida
Uma pequena grande ferida
Uma dor no coração
Seguindo pra estação
Sentido aeroporto
Minha dona moça paixão
Nunca mais a vi de novo
Um ano se passou
E aqui dentro eu ainda a sinto
Minha paixão, não minto
Não esqueço de jeito nenhum
Outra coisa me lembrarei
Ela disse: meu rei
Sempre que você voltar
Você terá o seu lugar
Não há menino nem homem
Que tire de mim seu nome
Por você serei até infiel
E eu digo ao vento: infiel não seja
Pois onde quer que você esteja
Você sempre será minha
Minha todinha
Todinha
E ela toda hora dizia
Que sentia quente meu hálito
De conversar de perto
Força do hábito
Roubar um beijo ela queria
E entre uma conversa e outra
Por vergonha, não o fazia
Ainda não foi aquele dia
Mas numa breve despedida
Será que meu coração já sabia
O que estava por vir?
Avistei-a chegando
O reencontro naquele dia
Tênis e guarda-chuva
Uma leve chuva caía
E fui eu que roubei um beijo
Sururu e pão-de-queijo
E dessa deliciosa mistura
Acabamos não jantando
Nada de nossa cultura
E ela fingia que não queria
Como qualquer boa moça faria
Resistiu até o último momento
Mas acabou aceitando
Subiu ao apartamento
Como homem confesso
Que seu corpo era o que eu mais queria
Mas por ela eu já sentia
Meu coração bagunçado
Enfim, ela se entregou
E foi uma entrega total
Uma paixão carnal
Dois corpos em um
Em palavras é impossível
Descrever aqueles momentos
Aquela troca de sentimentos
Nunca senti coisa igual
Houve um segundo encontro
Mágico como o primeiro
Entrega por inteiro
E a despedida
Uma pequena grande ferida
Uma dor no coração
Seguindo pra estação
Sentido aeroporto
Minha dona moça paixão
Nunca mais a vi de novo
Um ano se passou
E aqui dentro eu ainda a sinto
Minha paixão, não minto
Não esqueço de jeito nenhum
Outra coisa me lembrarei
Ela disse: meu rei
Sempre que você voltar
Você terá o seu lugar
Não há menino nem homem
Que tire de mim seu nome
Por você serei até infiel
E eu digo ao vento: infiel não seja
Pois onde quer que você esteja
Você sempre será minha
Minha todinha
Todinha
21 de janeiro de 2009
Verdes
Nunca gostei de verde
Sempre achei uma cor feia
Nunca gostei nem da natureza
De mato, credo
Sempre odiei os monstros
Cobras, lagartos, mosquitos
Bichos esquisitos
E então aquele dia
Vi seus olhos
Olhos verdes
Naquele momento deixei de sentir
Qualquer coisa que conhecia
Que eu achava que existia
Ali deixou de existir
Olhos verdes
Era só o que eu via
Desde então
Já não sei mais o que é amor
São as inúmeras horas desbeijadas
É a distância enciumada
São as horas de risada
E conversa fiada
É o carinho descabelado
Depois de dormir abraçado
É a expectativa
Da sua voz do outro lado
Toda vez que esse maldito toca
Já não sei mais o que é o amor
Os planos doidos
Filhos e casamento
Sabendo que não é o momento
Sem consentimento
Só com um sentimento
De que nunca vai acabar
E às vezes a gente se odeia
Se mata, se estapeia
E basta que eu olhe
Olhos verdes
Já não sei mais o que é o amor
Sempre achei uma cor feia
Nunca gostei nem da natureza
De mato, credo
Sempre odiei os monstros
Cobras, lagartos, mosquitos
Bichos esquisitos
E então aquele dia
Vi seus olhos
Olhos verdes
Naquele momento deixei de sentir
Qualquer coisa que conhecia
Que eu achava que existia
Ali deixou de existir
Olhos verdes
Era só o que eu via
Desde então
Já não sei mais o que é amor
São as inúmeras horas desbeijadas
É a distância enciumada
São as horas de risada
E conversa fiada
É o carinho descabelado
Depois de dormir abraçado
É a expectativa
Da sua voz do outro lado
Toda vez que esse maldito toca
Já não sei mais o que é o amor
Os planos doidos
Filhos e casamento
Sabendo que não é o momento
Sem consentimento
Só com um sentimento
De que nunca vai acabar
E às vezes a gente se odeia
Se mata, se estapeia
E basta que eu olhe
Olhos verdes
Já não sei mais o que é o amor
19 de janeiro de 2009
Amor
Amor, meu grande amor
Eu te trouxe aqui
Para que você veja
Esse lindo pôr-do-sol
Quero ter o direito
De dizer uma última vez
Tudo que sinto
Você se esqueceu
Do nosso futuro?
Do nosso destino?
Dos nossos filhos?
Você me amou
Rápido como um trovão
E agora me deixou pra ontem
Me enterrou no passado
Essa escuridão
Me sinto afogado
Em minhas próprias lágrimas
Nesse mar solitário
Mas acabou
Pegue em minha mão
Para que eu nunca mais
Me esqueça desse momento
Seus cabelos voando
O sol ao fundo
E o mar lá embaixo
Quero gravar cada momento
Finalmente é o fim
Você está livre
Vá embora
Caia
Perdão, meu anjo
E, com um beijo, adeus
Espero que tenha sido
Rápido como seu amor
Eu te trouxe aqui
Para que você veja
Esse lindo pôr-do-sol
Quero ter o direito
De dizer uma última vez
Tudo que sinto
Você se esqueceu
Do nosso futuro?
Do nosso destino?
Dos nossos filhos?
Você me amou
Rápido como um trovão
E agora me deixou pra ontem
Me enterrou no passado
Essa escuridão
Me sinto afogado
Em minhas próprias lágrimas
Nesse mar solitário
Mas acabou
Pegue em minha mão
Para que eu nunca mais
Me esqueça desse momento
Seus cabelos voando
O sol ao fundo
E o mar lá embaixo
Quero gravar cada momento
Finalmente é o fim
Você está livre
Vá embora
Caia
Perdão, meu anjo
E, com um beijo, adeus
Espero que tenha sido
Rápido como seu amor
Vinte e cinco por cento
Eu sempre achei
Que era diferente deles
Que jamais cometeria
Os mesmos erros imbecis
E agora concluo
Que um meio mais um meio
Formam uma inteira
Eu, um quarto
Com os mesmos defeitos
Que sempre odiei
Que sempre critiquei
As mesmas coisas
Que eles sempre fizeram
Nem tão escondido assim
Dois loucos
Que se fingem de normais
E ainda se perguntam
O que foi que eles fizeram
Onde eles erraram
E eu respondo
O erro foi me produzir
Grande erro
Colocar nesse mundo maldito
Uma louca inteira
E hoje, um quarto
Um quarto inútil
Um quarto de ninguém
Que era diferente deles
Que jamais cometeria
Os mesmos erros imbecis
E agora concluo
Que um meio mais um meio
Formam uma inteira
Eu, um quarto
Com os mesmos defeitos
Que sempre odiei
Que sempre critiquei
As mesmas coisas
Que eles sempre fizeram
Nem tão escondido assim
Dois loucos
Que se fingem de normais
E ainda se perguntam
O que foi que eles fizeram
Onde eles erraram
E eu respondo
O erro foi me produzir
Grande erro
Colocar nesse mundo maldito
Uma louca inteira
E hoje, um quarto
Um quarto inútil
Um quarto de ninguém
Poema sem rimas sobre o segredo
Eu tenho um grande segredo
Só não posso te contar
Por mais que meus olhos me entreguem
É melhor que você não saiba
Pois se você souber
Se eu te contar
Você pode se afastar de mim
Pode me querer longe
E isso é o que eu menos quero
O que eu quero
É continuar a sentir
Seu cheiro que me deixa tonta
Seu beijo que me deixa perdida
Seu toque que me faz fechar os olhos
E sentir...
Eu tenho um grande segredo
Só não posso te contar
Por mais que o meu querer me entregue
É melhor que você não saiba
E a culpa é de quem?
É sua? É minha?
Ou será do destino?
Você é dela
Eu sou dele
E isso não vai mudar
Dá vontade de gritar
Pra que todos possam ouvir
Mas é segredo.
Eu tenho um grande segredo
E por mais que tudo em mim me entregue
Só não posso te contar.
Shhhhhh... segredo.
Só não posso te contar
Por mais que meus olhos me entreguem
É melhor que você não saiba
Pois se você souber
Se eu te contar
Você pode se afastar de mim
Pode me querer longe
E isso é o que eu menos quero
O que eu quero
É continuar a sentir
Seu cheiro que me deixa tonta
Seu beijo que me deixa perdida
Seu toque que me faz fechar os olhos
E sentir...
Eu tenho um grande segredo
Só não posso te contar
Por mais que o meu querer me entregue
É melhor que você não saiba
E a culpa é de quem?
É sua? É minha?
Ou será do destino?
Você é dela
Eu sou dele
E isso não vai mudar
Dá vontade de gritar
Pra que todos possam ouvir
Mas é segredo.
Eu tenho um grande segredo
E por mais que tudo em mim me entregue
Só não posso te contar.
Shhhhhh... segredo.
Magnets
Who are you?
Were you here before?
You hair is different
I don’t care about what you are talking
I almost don’t see you around here
Suddenly, you are sleeping in my bed
Stay there, but don’t touch me
Danger. Keep out
Then you softly touch my back
With those frozen hands
I’m sleeping. No
I’m pretending
I can see you
I can feel you
That will to kiss
Both mouths acting
Like two magnets
That small touch
I must avoid
But I can’t
I know I need to
But I just can’t
Like two magnets
You are feeling the same thing
Your eyes are looking at me
Few moments with those feelings
Become unbearable
Irresistible, irreversible
And the touch of our lips
Your arms around my neck
Your whispers
I can hear you whispering
Coming, out loud
Screaming out loud
There’s no one else in this world
Except for us
You are nothing for me
But just when you’re not touching me
I could see you in the morning
I could feel your legs around mine
I could kiss you sleeping
Hello sunshine
And I wake up
From a dream
Was I dreaming?
I look at the real world
And realize that you shouldn’t be here
Next to me
On my pillow
Now you got to go
I must wake up
Go. Don’t. Go
What a temptation
Our goodbye sex
Up there, at the stairs of heaven
Our so long kiss
Good bye, so long, see you
I don’t know your name
But I remember your face
Very well
Now Ill never see you again
I want
But I can’t
And you will read that note in your notebook:
‘Remember me.
Kisses from that one who you don’t remember the name.’
Good bye. So long
Now you must get the hell out
Of my married mind
Were you here before?
You hair is different
I don’t care about what you are talking
I almost don’t see you around here
Suddenly, you are sleeping in my bed
Stay there, but don’t touch me
Danger. Keep out
Then you softly touch my back
With those frozen hands
I’m sleeping. No
I’m pretending
I can see you
I can feel you
That will to kiss
Both mouths acting
Like two magnets
That small touch
I must avoid
But I can’t
I know I need to
But I just can’t
Like two magnets
You are feeling the same thing
Your eyes are looking at me
Few moments with those feelings
Become unbearable
Irresistible, irreversible
And the touch of our lips
Your arms around my neck
Your whispers
I can hear you whispering
Coming, out loud
Screaming out loud
There’s no one else in this world
Except for us
You are nothing for me
But just when you’re not touching me
I could see you in the morning
I could feel your legs around mine
I could kiss you sleeping
Hello sunshine
And I wake up
From a dream
Was I dreaming?
I look at the real world
And realize that you shouldn’t be here
Next to me
On my pillow
Now you got to go
I must wake up
Go. Don’t. Go
What a temptation
Our goodbye sex
Up there, at the stairs of heaven
Our so long kiss
Good bye, so long, see you
I don’t know your name
But I remember your face
Very well
Now Ill never see you again
I want
But I can’t
And you will read that note in your notebook:
‘Remember me.
Kisses from that one who you don’t remember the name.’
Good bye. So long
Now you must get the hell out
Of my married mind
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